Ouro de Rafaela Silva é vitória das minorias


(foto: reprodução)

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Mulher, negra, da Cidade de Deus. Eliminada da Olimpíada de Londres em 2012, Rafaela Silva sofreu com ataques racistas e até mesmo com uma depressão. Foi campeã mundial em 2013 e medalhista de ouro três anos depois.  Nesta segunda-feira (8), a judoca fez história com o primeiro ouro do Brasil.

Para Vitória Régia, da editoria de esportes da revista Capitolina, a vitória de Rafaela tem uma enorme importância. O primeiro ouro brasileiro ser conquistado por uma mulher negra, pobre e periférica é motivo de orgulho, pela história de superação da atleta e representatividade que isso significa.

Vitória reconhece a importância de essa Olimpíada ter uma grande participação de mulheres, porém, para ela, isso não significa que os problemas foram resolvidos. A diferença de patrocínio, tratamento e visibilidade em comparação com os homens ainda é um abismo. A estudante de jornalismo lembra do exemplo da jogadora Marta, que mesmo eleita cinco vezes a melhor do futebol mundial, não chega perto da visibilidade dada aos homens.

A vitória de Rafaela chega num momento em que o Brasil vivencia ataques frequentes à democracia e às minorias. A conquista de uma mulher negra, de uma comunidade do Rio de Janeiro, é uma conquista contra o conservadorismo e o genocídio da juventude. (pulsar)

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