Operação policial com mais de mil homens fere manifestantes e jornalistas em protesto na final da Copa


(foto: Celia Lima)

(foto: Celia Lima)

A final da Copa do Mundo entre Argentina e Alemanha no Maracanã no último domingo (13) foi marcada por excesso de violência por parte da Polícia Militar (PM) e violações de direitos. O protesto que levou cerca de 500 pessoas às ruas da Tijuca contou com uma forte repressão de mil e 500 policiais para impedir que os manifestantes se aproximassem do estádio.

A ação truculenta da PM teve início por volta das três horas da tarde quando a polícia começou a tentar dispersar os ativistas com bomba de gás lacrimogênio, balas de borracha e spray de pimenta.

Para se proteger das agressões, os manifestantes tentaram embarcar na estação de metrô Sans Peña. Porém, a polícia perseguiu os ativistas xingando e batendo em quem estivesse na frente. Profissionais da imprensa foram duramente intimidados ao registrar as agressões policiais no metrô.

O camelô Wallace de Souza que estava na manifestação foi vítima de racismo por parte de um agente e teve o documento de identidade e o celular perdidos enquanto tentava fugir do ataque da polícia. O ambulante conta que dentro da estação a Tropa de Choque agrediu usuários do metrô e impediu o direito de ir e vir de quem estava no local.

A estratégia adotada pela PM foi de isolar os manifestantes na Praça Sans Peña para evitar que o protesto marchasse em direção ao Maracanã. Cercados, os ativistas  que insistiam na inconstitucionalidade da ação eram detidos sob a alegação de desobediência e desacato.

Jornalistas e fotógrafos também foram agredidos e tiveram equipamentos destruídos. Segundo nota de repúdio divulgada pelo Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro, quinze profissionais da imprensa sofreram agressões durante o protesto e foram impedidos de trabalhar.

O ato tinha como motivação inicial o aniversário de um ano do desaparecimento do ajudante de pedreiro Amarildo, mas após as 21 prisões preventivas de militantes políticos ocorridas um dia antes, os ativistas encontraram mais um motivo para ocupar as ruas da Tijuca. (pulsar)

Audios:

  • Ambulante é vitima de racismo por parte de policial durante protesto:

    Wallace de Souza conta sobre agressões sofridas durante a Copa do Mundo e cerco policial montado na Praça Sans Peña.

    Clique para baixar (2 MB)

Faça um comentário

− 1 = 7