ONU: 6,5 por cento da população global continuará na pobreza extrema até 2030


Incêndio em favela de São Paulo (foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)

Incêndio em favela de São Paulo (foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)

O relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre Financiamento para o Desenvolvimento 2017, divulgado na última segunda-feira (22), afirma que 6,5 por cento da população global continuará na pobreza extrema até 2030, se a atual taxa de crescimento e políticas para o setor permanecerem inalteradas. Para as Nações Unidas, novos esforços multilaterais são necessários para tirar 550 milhões de pessoas dessa situação.

De acordo com o relatório da ONU, se a tendência permanecer como agora, irá prejudicar seriamente os esforços para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), principalmente o de eliminar a pobreza até 2030.

Os países menos desenvolvidos devem ficar muito abaixo das metas estabelecidas.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu ação imediata dos países para combater o problema. Ele disse que “apesar dos grandes esforços na luta contra a pobreza, a desigualdade aumentou em todo o mundo”. Além disso, “os conflitos estão proliferando e outros problemas como mudança climática, insegurança alimentar e escassez de água estão colocando em risco os progressos alcançados nas últimas décadas”.

O relatório diz que muitos dos desafios que os países enfrentam, incluindo o lento crescimento econômico, mudança climática e crises humanitárias, têm efeitos através das fronteiras ou até mesmo globais. (pulsar/onu)

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