OMS confirma relação do glifosato com câncer em humanos e animais


(foto: reprodução)

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A Agência Internacional para Investigação sobre Câncer, instituição especializada da Organização Mundial de Saúde (OMS), confirmou em recente estudo a relação direta do agrotóxico glifosato como agente potencial de câncer em humanos e animais. O herbicida, produzido há mais de 20 anos pela multinacional Monsanto, é o mais utilizado na agricultura mundial, em produtos como soja, trigo, arroz, milho, uva, banana, cacau e café. A publicação da agência reacendeu o debate sobre a segurança do glifosato.

Para Dana Loomis, responsável pelo setor de monografias da Agência Internacional, os pesquisadores acreditam que o processo é rigoroso e transparente, baseado nos melhores dados científicos, e livre de um conflito de interesses. O estudo foi produzido durante um ano, por 17 pesquisadores de 11 países diferentes.

Segundo pesquisas, desde 2008 o Brasil é o país que mais consome agrotóxico no mundo, embora não seja o campeão mundial de produção agrícola. Em 2013 foram consumidos um bilhão de litros de agrotóxicos no País, uma cota de cinco litros por habitante. Por aqui são usados agrotóxicos que foram proibidos em 1985 na União Européia, Estados Unidos e Canadá. Segundo classificação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em termos de toxicidade humana, o glifosato é de nível quatro, isto é, ligeiramente tóxico.

O Estudo “Tolerância a herbicidas e cultivos transgênicos”, publicado pelo Greenpeace International, em junho de 2011, aponta que uma crescente evidência científica questiona a segurança do glifosato e demonstra que os produtos à base da substância podem ter efeitos adversos sobre a saúde humana e animal. Apesar de promovido como “seguro”, o glifosato afetaria a biodiversidade, reduziria a fixação do nitrogênio e a absorção de micronutrientes essenciais aos cultivos.

O Ministério Público Federal (MPF) pediu em março deste ano a suspensão do uso do glifosato e mais oito agrotóxicos como parationa metílica, lactofem, forato, carbofurano, abamectina, tiram, paraquate e o 2,4-D. A medida visa obrigar a Anvisa a reavaliar a toxidade de ingredientes ativos suspeitos de causar danos à saúde humana e ao meio ambiente. (pulsar/adital)

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