Ocupa Golfe realiza ato contra devastação de reserva ambiental


(foto: reprodução)

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Nesta quinta-feira (11), primeiro dia das competições do golfe nas Olimpíadas Rio 2016, o Ocupa Golfe convoca um ato contra a falta de respeito da prefeitura do Rio de Janeiro com o meio ambiente e com a população. O Ocupa Golfe é uma ocupação contra as obras do golfe olímpico na área de proteção ambiental de Marapendi, o que consideram um crime ambiental.

Para a execução do campo de golfe, o prefeito do Rio de Janeiro propôs a doação de uma parte do Parque Marapendi, uma área de 58 mil metros quadrados de mata atlântica nativa situada na margem da Lagoa de Marapendi, avaliada em mais de 300 milhões de reais. Dentro do mesmo pacote, em forma de lei complementar, foi outorgado ao suposto dono do terreno, um conhecido grileiro do Rio de Janeiro, a construção de um condomínio de 22 prédios de luxo cada um com 23 andares.

Além da doação de uma parte do Parque Natural Municipal Marapendi, por inciativa do prefeito Eduardo Paes (PMDB), foi concedido um aumento de gabarito para construção de prédios no local, o que proporcionou uma vantagem econômica para o “parceiro privado” de mais de um bilhão de reais.

A prefeitura do Rio de Janeiro ainda concedeu à construtora Fiori uma isenção de uma taxa municipal no valor de um milhão 860 mil reais. Há também negligência em relação à arrecadação de IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) na área  O terreno de mais de um milhão de metros quadrados na Barra da Tijuca, uma área correspondente a 100 campos de futebol, não tinha inscrição municipal e não arrecadava o imposto.

A cerimônia de abertura dos jogos olímpicos tentou passar uma mensagem de sustentabilidade com a promessa de plantar mudas para recuperar áreas devastadas. Vale lembrar que a própria prefeitura da cidade olímpica foi responsável por devastações. (pulsar/ocupa golfe)

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