Obras olímpicas são marcadas por desrespeito aos trabalhadores e altos lucros das empresas


(imagem: reprodução)

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De acordo com levantamento realizado pelo Instituto Políticas Alternativas para o Cone Sul (PACS), até o momento o Ministério do Trabalho e Emprego já apresentou 464 autos de infração nas obras do Parque Olímpico e Vila dos Atletas, na região da Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. Os problemas envolvem legislação trabalhista, normas de segurança e saúde dos empregados.

As iniciativas do Parque e da Vila se dão por meio de Parcerias Público Privadas e as obras são conduzidas pelas empreiteiras Odebrecht, que é líder do consórcio, Andrade Gutierrez e Carvalho Hosken. Além de benefícios no financiamento da Caixa Econômica Federal, as empresas ganharam com melhorias urbanas no entorno.

Além disso, o aluguel previsto para o uso do espaço durante os Jogos Olímpicos, que em 2009 era de 46 milhões de reais, passou para 255 milhões. Já os trabalhadores das obras sofrem com a prorrogação da jornada normal de trabalho que passa do limite legal de duas horas diárias, falta do período mínimo de 11 horas consecutivas para descanso entre duas jornadas de trabalho e de descanso semanal de 24 horas, além de trabalho em domingos e feriados sem autorização.

Com o panorama criando pela Prefeitura da cidade, fica evidente que as empresas e o mercado imobiliário só têm a ganhar, enquanto para os trabalhadores e a população sobram os problemas com as obras e o acirramento dos prazos para os Jogos Olímpicos 2016. (pulsar/pacs)

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