Obras olímpicas atrasadas são alvo de auditoria e questionamentos


(foto: reprodução)

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A pouco mais de um ano da realização das Olimpíadas no Rio de Janeiro, obras farão parte do prometido “legado olímpico” para a cidade sofrem com atrasos de cronograma e questionamentos por parte dos órgãos públicos fiscalizadores. Ao mesmo tempo em que governo estadual e prefeitura reafirmam que tudo está sob controle, algumas análises técnicas dizem o contrário.

No mais recente questionamento, um relatório do Tribunal de Contas do Estado (TCE) considera “alto o risco de não cumprimento do cronograma de obras até agosto de 2016” em três grandes projetos, entre eles a Linha 4 do metrô carioca, que ligará os bairros da zona sul da cidade à região da Barra da Tijuca, na zona oeste, onde está sendo erguido o Parque Olímpico.

A conclusão da Linha 4 é considerada pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) como imprescindível para garantir o deslocamento do público durante as Olimpíadas, já que a maior parte dos hotéis que receberão os turistas está localizada na zona sul. O TCE, que fiscaliza somente os projetos olímpicos que contam com verba estadual, manifestou também sua preocupação com os atrasos em mais dois programas: a despoluição e recuperação ambiental das lagoas da Barra e a implantação de um tronco coletor na Cidade Nova, projeto que visa diminuir o despejo de esgoto na Baía de Guanabara, que também será palco de provas olímpicas.

A Secretaria Estadual de Transportes admite os problemas nas obras da Linha 4 do metrô, orçadas em nove bilhões de reais. O atraso teria sido provocado por infiltrações no terreno e pela presença de uma rocha que não havia sido prospectada na área de uma das futuras estações. Mas a Secretaria garante que o tempo perdido neste projeto será recuperado. O TCE, por sua vez, afirma ter iniciado na última segunda-feira (13) uma auditoria definitiva nas obras, com previsão de ser concluída em novembro.

Em relação à despoluição das lagoas, o governo admite que a meta não será concluída até o início dos jogos. Orçado em 673 milhões de reais, o projeto é alvo de ações no Ministério Público Federal e no Estadual e chegou a ter sua licitação – vencida por um consórcio formado pelas empreiteiras Queiroz Galvão, Andrade Gutierrez e OAS – cancelada por suspeita de fraude no processo. O terceiro projeto citado como crítico pelo TCE, a construção do tronco coletor de esgoto orçada em mais de 81 milhões de reais, nem sequer começou. (pulsar/rba)

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