O que o impeachment tem a ver com a democratização da mídia?


(imagem: reprodução)

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Nesta sexta-feira (6), a comissão especial que avalia o pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff vota o parecer do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), favorável ao prosseguimento do processo. Após votação na comissão, o relatório vai a voto no plenário do Senado. Para refletir sobre a situação das rádios comunitárias em meio à crise política, a Pulsar Brasil conversou com Piter Júnior, da Rádio Coité FM, situada na Bahia.

O caso da emissora de rádio é emblemático para organizações que lutam pela liberdade de expressão e democratização da mídia. Desde 1998, a Rádio Coité FM tenta obter a outorga de funcionamento do Ministério das Comunicações. Ao todo, três pedidos já foram protocolados e nenhum foi respondido.

No dia seis de março de 2015, a Primeira Vara de Subseção Judiciária de Feira de Santana condenou o comunicador Piter Júnior, então dirigente da emissora, a dois anos de prisão, convertidos numa multa de dez mil reais e a prestação de serviço comunitário. O motivo da condenação: ‘exploração clandestina do serviço de radiodifusão sonora’.

Para o comunicador, um dos grandes erros do governo petista foi justamente ter deixado de lado a questão da democratização da comunicação, o que hoje dá ainda mais força para os grandes meios emplacarem a agenda do golpe.

Porém, mesmo enfrentando dificuldades, Piter acredita que o papel das rádios comunitárias neste momento é mostrar o outro lado  e permanecer na luta pela comunicação democrática. Segundo ele, a internet desempenha grande papel neste momento, mas ainda é preciso mais. (pulsar)

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