Novo papa é acusado de colaborar com ditadura argentina


Papa é acusado de estar envolvido em crimes da ditadura militar argentina. (foto: Natacha Pisarenko / AP)

Jorge Mario Bergoglio é investigado pela colaboração com a ditadura militar em seu país de origem, a Argentina. De acordo com o livro “El Silencio”, de Horacio Verbitsky, o novo papa teria delatado dois sacerdotes.

Também é acusado de ser conivente com o sequestros de bebês em prisões clandestinas, prática recorrente no regime repressor que durou de 1976 e 1983. Essas crianças eram adotados ilegalmente por outras famílias, em sua maioria próximas a autoridades militares.

Bergoglio, que escolheu ser chamado Francisco 1º, chegou a ser convocado para testemunhar em julgamento sobre esses episódios. Com sua eleição, se torna o primeiro papa não europeu a assumir como líder mundial católico.

Bergoglio possui grande visibilidade na Argentina, sendo conhecido pela austeridade e pela simplicidade em sua vida diária. Nos últimos anos, também foram notórias suas críticas ao governo da presidenta Cristina Kirchner.

O agora papa rejeitou a lei do casamento entre pessoas do mesmo sexo, aprovada na Argentina em 2010. Na época, Bergoglio classificou a questão como “um movimento do Pai da Mentira, que pretende confundir e enganar os filhos de Deus”, em referência ao diabo.

A fumaça branca anunciando o sucessor para Bento XVI saiu da chaminé da Capela Sistina, na Cidade do Vaticano, nesta quarta-feira (13). Pelo menos dois terços dos 115 cardeais votaram no argentino durante o que foi o 75º conclave na história da Igreja Católica. (pulsar)

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