Nordeste é campeão no uso de lixões para descarte de resíduos


(foto: vivaterra.org)

(foto: vivaterra.org)

Ao mesmo tempo em que a maioria dos municípios brasileiros deixa de acabar com os lixões, conforme determina a Lei de Resíduos Sólidos, a população aumenta a geração de resíduos, segundo mostra um relatório sobre o panorama do lixo no país, que foi lançado recentemente pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe).

De acordo com o levantamento, o Brasil teve, de 2012 para 2013, o maior crescimento na geração de resíduos por dia da última década. No ano passado, foram geradas cerca de 210 toneladas de lixo por dia, o que representa 4,1% a mais do que em 2012. Ao mesmo tempo, essa escalada do descarte, fruto do aumento da renda e do consumo, não foi acompanhada de avanços significativos em gestão ambiental de qualidade, destaca o documento.

Para a Abrelpe, o maior índice anual de geração de resíduos nos últimos 10 anos é um alerta: o país está consumindo mais e descartando numa quantidade nunca antes vista. Quase metade do que os brasileiros jogam fora (41,7%) ainda vai para lixões, sem controle adequado e com altos índices de poluição.

Na avaliação do presidente da Abrelpe, Carlos Silva Filho, o maior gargalo para o país cumprir a Política Nacional de Resíduos está do Nordeste, região que ainda conta com 837 lixões a céu aberto, contra 453 aterros sanitários licenciados.

O país tem cobertura de coleta média de 90,4%. Na região nordestina, o índice é de 78,2%. Segundo Carlos, Dos 5 mil 570 municípios brasileiros, mil 569 ainda fazem uso de lixão. E, desses, mais da metade está no Nordeste. O aumento na geração de resíduos de 2012 para 2013 não encontrou um sistema de tratamento adequado. Mais de 3 mil municípios não têm condições de fazerem aterros sanitários.

O prazo para que os lixões fossem substituídos por aterros sanitários terminou no último dia 2 de agosto. Agora, as prefeituras ficam sujeitas ao pagamento de multa por cometerem crimes ambientais. Não por acaso, entidades nacionais de representação dos municípios já fazem intensa pressão pela ampliação do período de ajuste. (pulsar/adital)

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