No Rio, manifestação lota as ruas contra reformas trabalhista e da previdência


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Protesto contra as reformas de Michel Temer no Rio de Janeiro (foto: Pulsar Brasil)

O mês de março foi marcado por manifestação contra a retirada de direitos em todo o país. Ao todo, os movimentos sociais e sindicais realizaram três grandes atos que levaram multidões às ruas em diversas cidades no país. Na última sexta-feira (31), o centro do Rio de Janeiro foi tomado por cerca de 50 mil pessoas que protestaram contra a Terceirização e a Reforma da Previdência. De acordo com os organizadores, o principal objetivo do ato é criar uma unidade entre os participantes para deflagrar uma greve geral em 28 de abril.

Para o professor da Faculdade de Educação da Universidade Federal Fluminense (UFF), Paulo Carrano, é simbólico que no dia 31 de março a população esteja ocupando as ruas contra reformas neoliberais implementadas pelo governo de Michel Temer. Segundo ele, a atual situação do país mostra que a democracia não está consolidada e que o Brasil vive uma ‘política predatória de direitos’.

No Rio, a passeata contou com a presença de parlamentares que são oposição ao governo Temer. À Pulsar Brasil, o deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ) disse que a mobilização nas ruas é a única saída para a crise política e econômica que se instalou no Brasil. Alencar destacou que ‘os gestores que hoje prometem resolver a crise que o Brasil vive são réus, investigados, corruptos e privatistas que não tem condição de apresentar uma perspectiva plausível para a população’.

Já a deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ), que faz parte da Comissão Especial que analisa a Reforma Trabalhista (PL  6787/16)  na Câmara dos Deputados, destacou a inconstitucionalidade da terceirização. A deputada chama a atenção para o quanto os trabalhadores serão prejudicados com a mudança na legislação trabalhista. Para ela, a reforma trabalhista não irá resolver o problema do desemprego no país, pelo contrário, irá precarizar ainda mais as relações de trabalho.

Os protestos organizados pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo foram realizados em todas as regiões do país. No entanto, mesmo com milhares de pessoas nas ruas contra as reformas de Temer, o presidente sancionou na noite de sexta-feira (31) o Projeto de Lei (PL) que libera a terceirização irrestrita. (pulsar)

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