No Rio Grande do Sul, camponesas ocupam fábrica de agrotóxicos


(imagem: reprodução)

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Mulheres camponesas ocuparam nesta terça-feira (10) a sede da multinacional israelense Adama, em Taquari, no Rio Grande do Sul. De acordo com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), organizadores do ato, cerca de 800 camponesas participaram da ação. Elas denunciam o uso intensivo de agrotóxicos pelo agronegócio.

A Adama é uma das maiores empresas de agroquímicos do Sul do país. Segundo o MST, a empresa produz princípios ativos de agrotóxicos para sementes, incluindo tipos que estavam proibidos por serem cancerígenos.

Para a dirigente estadual do MST, Arlete Bulcão, a ocupação é uma forma de denunciar o modelo de produção do agronegócio. De acordo com ela, o uso intensivo de agrotóxico destrói a biodiversidade e contamina os alimentos.

A mobilização faz parte da Jornada Nacional de Lutas das Mulheres Camponesas da Via Campesina. As ações também reivindicam a Reforma Agrária Popular, com o assentamento das 120 mil famílias acampadas no país, o fim da violência de gênero e a criação de políticas públicas para as mulheres do Rio Grande do Sul. (pulsar/brasil de fato)

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