No Rio, Dia Internacional da Mulher é marcado por violência na Vila Autódromo


(foto: Pulsar Brasil)

(foto: Casa da Dona Penha/Pulsar Brasil)

Um dia de luta. Luta por igualdade de gênero, justiça, respeito, direitos. Este ano, o 8 de março, Dia Internacional da Mulher, começou com violência. Logo cedo a Prefeitura do Rio de Janeiro derrubou a casa da principal liderança da Vila Autódromo, Maria da Penha, ou Dona Penha, símbolo de resistência e moradora da comunidade há 23 anos. Ao mesmo tempo, nesta terça-feira, Dona Penha recebe uma homenagem na Assembleia Legislativa do Estado (ALERJ) pela sua luta em defesa da comunidade.

No último sábado (5), a Pulsar Brasil visitou a Vila Autódromo e teve a oportunidade de conversar com Dona Penha. Na luta contra as remoções, a casa da liderança comunitária se tornou ponto de encontro e resistência. Com a construção do Parque Olímpico, o número de famílias passou de mais de 600 no início das obras para cerca de 50 atualmente.

Dona Penha conta sua história na Vila Autódromo com orgulho e amor pelo lugar. Para ela, ali foi possível encontrar a felicidade com sua família e construir a casa dos seus sonhos, que hoje foi colocada abaixo pelo poder público.

No sábado, Dona Penha já vivia a ameaça de ter sua casa demolida. Mesmo assim, ela mostrava sua esperança de poder continuar na comunidade.

Sobre a posição da Prefeitura, até aquele momento nada havia sido falado e a liderança cobrou que o prefeito Eduardo Paes (PMDB) cumprisse sua palavra. Desde o início das remoções, Paes afirma que quem quiser poderá ficar, porém tem feito exatamente o contrário. Após a derrubada da casa de Dona Penha, houve ainda tentativa de isolar a casa de Márcio e Rafaela. O casal possui quatro filhos, entre eles uma bebê de um mês.

Quando perguntada sobre o que a Vila Autódromo significa, Dona Penha é categórica: é tudo. (pulsar)

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