No Rio, comunidade quilombola recebe relatório de identificação de território


Paulino da Conceição (centro) recebeu relatório de identificação do território da comunidade quilombola Prodígio (foto: reprodução)

Paulino da Conceição (centro) recebeu relatório de identificação do território da comunidade quilombola Prodígio (foto: reprodução)

Agricultores familiares da comunidade remanescente de quilombo de Prodígio, localizada no município de Araruama, região dos Lagos do estado do Rio de Janeiro, receberam cópia do Relatório Técnico de Identificação e Delimitação (RTID) em cerimônia organizada pelo Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) na última quinta-feira (28).

O documento tem caráter multidisciplinar e contém informações cartográficas, fundiárias, agronômicas, socioeconômicas, históricas e etnográficas da comunidade, obtidas em campo e junto a instituições públicas e privadas.

A comunidade é composta por 32 famílias e o território identificado e delimitado possui área de aproximadamente 118 hectares. Eles possuem galinheiro agroecológico e fossas sépticas biodigestoras na comunidade, produzem feijão orgânico, farinha, biju, urucum, laranja, entre outros gêneros alimentícios, e contam com a parceria da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado do Rio de Janeiro (Pesagro) para o desenvolvimento produtivo.

Escolhido para representar a comunidade na cerimônia e receber o RTID em nome dos quilombolas, o agricultor Paulino da Conceição, o Poli, de 57 anos, tem uma história muito ligada à trajetória de luta da comunidade pela titulação das terras. Em 2009, ele foi despejado da casa onde nasceu e viveu por 51 anos e sua moradia foi derrubada. O fato motivou a comunidade a entrar com o pedido no Incra para regularização fundiária das terras. (pulsar/combate racismo ambiental)

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