No Paraná, cerca de 300 escolas são ocupadas e servidores prometem parar segunda-feira (17)


Governador tucano não reajustou salários dos servidores, que prometem entrar em greve segunda-feira (17) - (foto: APP Sindicato)

Governador tucano não reajustou salários dos servidores, que prometem entrar em greve segunda-feira (17) – (foto: Tiago Tavares/APP Sindicato)

O governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), vai reintegrar na manhã desta sexta-feira (14) 13 escolas estaduais ocupadas em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. De acordo com a presidenta da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), Camila Lanes, as escolas receberam oficiais de Justiça que entregaram mandados de reintegração. Os mandados afirmam que em caso de resistência será usada força policial e cobrada multa de 10 mil reais por estudante na ocupação. Segundo a liderança estudantil, o governador não dialoga e ainda pretende aplicar multas.

Na última quinta-feira (13), foram ocupadas outras 85 escolas estaduais. Há ainda ocupação de dependências da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) e do campus Laranjeiras do Sul da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS).

Segundo a União Paranaense dos Estudantes Secundaristas (Upes), até o final da quinta-feira (13) já se contabilizava 300 escolas estaduais ocupadas. A coordenação do Ocupa Paraná, vinculado à Upes, afirmou que o empenho é para que “a Primavera Secundarista ganhe mais força e barre todas as irresponsabilidades apresentadas pelo Governo Temer”.

Os estudantes são contrários à Medida Provisória 746, que reforma o ensino médio, à PEC 241 e à proposta Escola sem Partido. Eles acreditam que todos esses retrocessos vão cortar investimentos no setor e criminalizar o debate dentro das escolas.

Também na última quinta (13), a Secretaria Estadual de Educação do Paraná realizou seminários em 32 núcleos regionais espalhados pelo estado para debater as mudanças propostas pelo governo federal para o ensino médio.

De acordo com o secretário de comunicação do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP Sindicato), Luiz Fernando Rodrigues, os representantes dos trabalhadores, estudantes e pais estão se posicionando contrários à reforma.

Além disso, o compromisso do governador tucano com os servidores, de pagar o dissídio, não foi cumprido. A categoria entra em greve na próxima segunda-feira (17). (pulsar/rba)

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