No Pará, mulheres indígenas se reúnem por mais visibilidade nos movimentos sociais


Assembleia de Mulheres Indígenas do Baixo tapajós (foto: Luana Kumaruara)

No início do mês de setembro as mulheres indígenas do Baixo Tapajós, no Pará, se reuniram para realizar uma assembleia geral. Ao todo, cerca de 100 pessoas participaram do encontro que tinha como objetivo debater estratégias para visibilizar a participação das mulheres dentro dos movimentos indígenas.

O encontro ocorreu na Aldeia Açaizal, no município de Santarém, que pertence ao povo Munduruku e Apiaká do Planalto. Os indígenas estão travando uma luta contra a soja na região e os interesses de grandes projetos como a implantação de um porto graneleiro para escoar os grãos.

A assembleia contou com a participação de indígenas do Conselho Indígenas Tapajós Arapiuns (CITA), da região Eixo Forte (Alter do Chão), rio Maró, rio Tapajós, município de Belterra e Aveiro.

Maura Arapiun, coordenadora do departamento de mulheres do Conselho Indígenas Tapajós Arapiuns, explica que a assembleia ter ocorrido na região do Baixo Tapajós foi de suma importância, principalmente porque a localidade enfrenta sérios problemas relacionados a violência e a expansão do agronegócio. Segundo Maura, a intenção é criar um espaço de apoio e acolhimento também para as indígenas que são vítimas da violência.

Na assembleia também foi colocada a necessidade urgente da demarcação de terras indígenas e do investimento em saúde e educação para as aldeias. O encontrou marcou também a reativação do departamento de mulheres da CITA que é responsável por mais de oito mil indígenas. (pulsar)

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