Na Vila Autódromo, moradores sofrem com abandono e ameaças


(foto: Pulsar Brasil)

(foto: Pulsar Brasil)

Violência da Guarda Municipal, falta de luz, falta de água, correspondências que não chegam, ônibus que não param, CEP inexistente. Essa é a realidade vivida pela Vila Autódromo diante das incansáveis tentativas de remoção. Entre as 50 famílias que ainda resistem, estão Márcio e Rafaela, pais de quatro filhos: Carlos Henrique, Nayara, Thomaz e Sofia Valentina, de apenas um mês.

A Pulsar Brasil conversou com o casal para entender melhor a situação que vivem atualmente. Márcio Henrique tem 35 anos e é morador da Vila há oito. Já Rafaela Silva dos Santos é moradora desde que nasceu, há 28 anos. Márcio conta as pressões vividas pela comunidade e o papel desempenhado pelo poder público.

De acordo com Rafaela, os problemas começaram há dois anos e só têm piorado. A casa da família hoje está ao lado dos tapumes do Parque Olímpico e tem sofrido tentativas de isolamento.

Segundo a moradora, a obra e os tratores que passam o tempo todo já comprometeram a casa, colocando em risco inclusive a vida de sua bebê recém nascida.

Rafaela conta que a Prefeitura chegou a oferecer indenização, porém insuficiente para comprar qualquer imóvel. A família chegou a fazer a documentação para um apartamento no Parque Carioca, no entanto, pela falta de respeito do poder público acabou desistindo do processo e resolveu permanecer na Vila Autódromo. Rafaela denuncia que mesmo com a desistência existe um apartamento em seu nome, ocupado por uma funcionária da Prefeitura. Para piorar, inúmeras contas não pagas deixaram seu nome sujo.

Para Márcio, a luta continua a cada dia. E o objetivo é continuar resistindo. (pulsar)

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