Mulheres promovem debate contra assédio nas ruas e nos transportes


(imagem: reprodução)

(imagem: reprodução)

Para tratar da onda de abuso e violência contra as mulheres, nas ruas e nos transportes, ativistas feministas se reúnem nesta quarta-feira (6) para o ato-debate “Chega de Assédio”, às seis e meia da noite, na Praça do Ciclista, que fica na Avenida Paulista, região central de São Paulo.

O evento contará com a participação da escritora Clara Averbuck; da coordenadora do Núcleo Especial de Enfrentamento à Violência Doméstica do Ministério Público de São Paulo, Silvia Chakian; da advogada Julia Drummond; a integrante da ONG Think Olga Jules de Farias; a diretora de Mulheres do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, Ana Borguin; a cantora e MC Luana Hansen; Ana Mationi, do coletivo Meu Corpo Não é Público e a vereadora Sâmia Bomfim (Psol-SP).

Clara Averbuck revelou na semana passada ter sido vítima de estupro praticado por um motorista do Uber durante uma corrida. O caso ganhou destaque nas redes sociais e as mulheres utilizaram a hashtag #MeuMotoristaAbusador para revelar casos semelhantes.

Também ganhou destaque a sequência de casos envolvendo o homem flagrado abusando de passageiras em ônibus. Diego Ferreira de Novais coleciona ao menos quatro casos de estupros e 13 atos obscenos. Após ter ejaculado em uma passageira, ele foi detido e liberado, voltou a incorrer no mesmo crime, sendo novamente detido. Na última segunda-feira (4), ele foi condenado por um dos estupros cometido em 2013, e segue preso.

Nos trens e metrôs também não faltam relatos frequentes de abusos. A metroviária Ana Borguin afirma que Metrô de São Paulo não oferece nenhum treinamento específico para as equipes voltado para o atendimento às mulheres vítimas. Ela diz que as campanha de conscientização promovidas são insuficientes, que os sucessivos cortes de funcionários, em especial dos seguranças, combinado com a superlotação facilitam a ocorrência de crimes contra as mulheres nos trens e estações.

Para além do punitivismo, elas cobram melhores condições para as mulheres, com o fortalecimento de políticas públicas de combate à violência. Elas também apostam na mobilização das mulheres, promovendo a conscientização delas em relação aos seus direitos, e também dos homens, por uma mudança de mentalidade. (pulsar/rba)

Faça um comentário

19 + = 25