MST nega relação com acusado de matar o militante Cícero Guedes


Luta pelas terras da Usina já dura 14 anos. (foto: marcelocavalcanti)

A direção do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no Rio de Janeiro negou  vínculo com o acusado de matar o militante Cícero Guedes dos Santos. Em nota, afirmou que José Renato Abreu, 44 anos, representava, na verdade, interesses criminosos que tentavam dominar acampamento instalado em Campos dos Goytacazes.

O suspeito, que foi preso pela polícia na última semana, teria ligações com o tráfico de drogas local, que muitas vezes colocava integrantes no acampamento. O MST espera que as investigações sobre o assassinato seja o primeiro passo contra as ameaças ao assentamento na Usina Cambahyba.

O movimento destaca ainda  que os principais responsáveis pela morte de Cícero são o latifúndio e a morosidade do Estado Brasileiro em realizar a Reforma Agrária, uma situação que gera vulnerabilidade às famílias assentadas.  A luta pelas terras em questão já dura 14 anos.

A área recebeu Decreto de Desapropriação da Presidência da República em 1998. Como o processo não avançou, o MST entrou nas terras em 2000; uma ocupação marcada por ameaças de seguranças da Usina. Já em 2005, a Justiça aceitou recurso dos proprietários, concedendo liminar que resultou no despejo.

Em novembro de 2012, após saber que o local serviu para incineração de corpos de militantes de esquerda durante a ditadura militar, o MST realizou mais uma ocupação. Cícero participava da ação. O coordenador do MST no Rio de Janeiro, que tinha 49 anos, levou pelo menos quatro tiros na cabeça e seis no tórax. O corpo foi encontrado no último dia 26 de janeiro, próximo à Usina Cambahyba. (pulsar)

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