MPF obtém condenação dos oito envolvidos em conflito indígena na aldeia Passo Grande do Rio Forquilha (RS)


Índios manifestam na Esplanada dos Ministérios  (Foto: Lucio Bernardo Junior / Câmara dos Deputados)

Índios manifestam na Esplanada dos Ministérios
(Foto: Lucio Bernardo Junior / Câmara dos Deputados)

O primeiro júri federal do município de Erechim (RS) chegou ao fim, na quarta-feira (22), com a condenação dos oito envolvidos no violento conflito indígena na aldeia Passo Grande do Rio Forquilha. Durante três dias, membros do Ministério Público Federal (MPF) atuaram no júri pela condenação de todos os réus.

O caso ocorreu em 13 de março 2015, quando Adelir Pedro Paulo, Aderli de Paula, Edinho Peni Felix, Jonas Sales, Mauricio de Paula, Miqueias da Silva e Imacir Caetano Chaves, sob o comando e orientação deste e de Rosane da Silva invadiram a terra indígena e iniciaram um tiroteio, que resultou em um homicídio e sete tentativas de homicídio, todos na forma qualificada.

O MPF obteve a condenação dos oito acusados. No júri, atuaram os procuradores da República Letícia Carapeto Benrdt, Gustavo Torres Soares (Grupo de Apoio ao Tribunal do Júri) e Carlos Augusto Toniolo Goebel.

A procuradora da República ressaltou que o caso foi uma grande tragédia na terra indígena do Passo do Forquilha e que atingiu vários inocentes, sendo que uma das vítimas tinha apenas 11 anos de idade. Ela destacou que  na casa que foi alvejada com 39 tiros havia uma criança de apenas três anos, que foi escondida dentro de um guarda-roupa.

Já Torres Soares reforçou a importância da decisão. Segundo ele, o MPF espera que estas duras condenações sirvam como marco, nesta região do Alto Uruguai, onde são frequentes os conflitos sobre o que é ou não aceitável nas disputas políticas internas às comunidades indígenas.

O primeiro júri federal de Erechim ocorreu nos dias 20, 21 e 22 deste mês. (pulsar/mpf)

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