Movimentos sociais vão às ruas em defesa da democracia e contra retrocessos


(imagem: reprodução)

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Trabalhadores, sindicatos e movimentos sociais vão às ruas nesta quinta-feira (20) nas capitais brasileiras, em mobilização pela defesa da democracia e das conquistas sociais, por uma nova agenda para o país e pelo afastamento do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). O deputado deve ser denunciado pela Procuradoria Geral da República por corrupção, acusado de pedir propina de 10 milhões de dólares, segundo delação na Operação Lava Jato. O peemedebista tem sido o principal articulador da ofensiva contra direitos sociais no Congresso.

O Fórum dos Movimentos Sociais de São Paulo, que reúne mais de 50 entidades, convoca para concentração às cinco horas da tarde, no Largo da Batata, na zona oeste, com marcha até o vão livre do Masp (Museu de Arte de São Paulo), na Avenida Paulista. Nas outras capitais do país, a concentração ocorre em diferentes horários. No Rio de Janeiro, será na Candelária às quatro horas da tarde, com caminhada até a Cinelândia.

Segundo o presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Vagner Freitas, o momento é fundamental para discutir com a sociedade brasileira o caminho a seguir. O sindicalista critica ainda a chamada “Agenda Brasil”, que vem sendo articulada pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

Para Vagner Freitas, todas as propostas têm o verniz de apoio ao desenvolvimento e à retomada do crescimento, mas, na prática, atacam conquistas da sociedade brasileira ao abrir brechas para a regulamentação da terceirização sem limites e à ocupação de terras sem parâmetros como respeito ao meio ambiente e às populações indígenas. De acordo com ele, neste momento em que setores conservadores e empresários aproveitam a crise impor retrocessos aos trabalhadores, os movimentos sociais devem comprar o debate sobre qual agenda o governo de Dilma Rousseff (PT) deve abraçar. (pulsar/rba)

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