Movimentos sociais e militantes repudiam nomeação de Joaquim Levy e Kátia Abreu para Ministérios


(foto: reprodução)

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Movimentos sociais, professores universitários e  militantes políticos que apoiaram à candidatura de Dilma Rousseff lançam manifesto de repúdio à indicação de Joaquim Levy e Kátia Abreu (PMDB) para,  respectivamente, os Ministérios da Fazenda e Agricultura.

A carta aberta foi assinada por nomes como Leonardo Boff e João Pedro Stédile, movimentos como o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra), Levante Popular da Juventude e professores  da USP, UNICAMP, UFF e Unb. No manifesto é ressaltado que a presidenta tem optado por privilegiar as ‘forças derrotadas da oposição à dialogar com os que a elegeram’.

No documento que conta até o momento com mais de 2 mil 850 assinaturas, os ativistas afirmam que durante a campanha presidencial, a candidata Dilma assumiu um compromisso com a ampliação da garantia de direitos do trabalhador e não com a regressão social. Segundo o manifesto, tanto Joaquim Levy como Kátia Abreu são conhecidos ‘pela solução conservadora e excludente do problema fiscal e pela defesa sistemática dos latifundiários contra o meio ambiente e os direitos de trabalhadores e comunidades indígenas.’

Os rumores  de Kátia Abreu para a pasta da Agricultura tem gerado uma série de protestos no país. A senadora é uma das principais representantes da bancada ruralista, com tradição em privilegiar o agronegócio. No sábado (22), o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) ocupou uma fazenda de 2 mil hectares no interior do Rio Grande do Sul em repúdio à indicação da senadora e nesta terça-feira (25) indígenas do Maranhão estão em Brasília contra a nomeação de Kátia e a aprovação da PEC 215 – que transfere para o Legislativo a demarcação de terras. (pulsar)

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