Movimentos organizam atividades para defender a água como direito humano


(foto: ONU)

(foto: ONU)

O Fórum Alternativo Mundial da Água, articulação de movimentos sociais brasileiros em oposição ao Fórum Mundial da Água – organizado por empresas privadas –, será antecedido da criação de comitês estaduais e da realização de assembleias populares para mobilizar a população e evitar que o tema caia no esquecimento após o evento. Os fóruns serão realizados paralelamente em Brasília, em março do ano que vem.

De acordo com o coordenador nacional do Fórum Alternativo Mundial da Água (Fama) e assessor de saneamento da Federação Nacional dos Urbanitários (FNU), Edson Aparecido da Silva, o objetivo é que a água seja considerada um direito humano e não mercadoria, além de um serviço público. lização em defesa da água nos comitês estaduais”, disse .

O Fórum Alternativo Mundial da Água será lançado oficialmente em 25 de agosto. Os movimentos sociais brasileiros articulam a participação de organizações de todo o mundo. Para o dia 21 de setembro, está sendo organizada uma assembleia popular, em São Paulo. Os militantes pretendem organizar comitês em todos os estados. Bahia e Pará já têm. São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul devem ser os próximos.

A água foi reconhecida como direito humano pela Organização das Nações Unidas (ONU)  em 2010. No entanto, nem todos os países assinaram a proposta. Para o relator especial da ONU para Saneamento Básico, Léo Heller, a proposta do governo de Michel Temer, de o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) incentivar a privatização de sistemas de água nos estados é uma decisão sem qualquer base na realidade.

Segundo a ONU, das sete bilhões e 600 milhões de pessoas no mundo, mais de dois bilhões não têm acesso a água de qualidade. No Brasil, 61 por cento da população rural vive sem saneamento básico. (pulsar/rba)

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