Movimentos do campo se mobilizam contra transgênicos no México


Milho modificado pode contaminar espécies tradicionais. (arte: reprod)

A União Nacional de Organizações Rurais Campesinas Autônomas (Unorca) se manteve em protesto, durante 10 dias, contra os transgênicos no México. Camponeses procedentes de 22 estados foram até a capital do país.

Os manifestantes realizaram um acampamento de resistência em frente ao monumento Ángel de la Independencia, no centro da Cidade do México. Eles alertaram sobre os perigos de semear sementes geneticamente modificadas e exigiram do governo mexicano uma postura responsável.

Os movimentos camponeses denunciam que o milho transgênico coloca em risco o milho tradicional, sendo um perigo à soberania alimentar no México. Além disso, lembram que estudos demonstram que o consumo dos produtos modificados geneticamente pode trazer danos à saúde.

O protesto contou com o apoio da Associação Nacional de Empresas Comerciais, da Via Campesina Internacional, entre outras organizações e movimentos sociais. Essa mobilização  lançou um alerta aos mexicanos, uma vez que a Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Naturais (Semarnat) já permitiu que a Monsanto  realize semeio piloto de milhos transgênicos no país.

A estimativa é a de que mais  1 milhão de hectares sejam reservados para este fim no México, afetando principalmente os estados de Sinaloa e de Tamaulipas. Os manifestantes acreditam que a questão dos transgênicos volte a ser debatida no país nestas primeiras semanas de fevereiro. Por isso, decidiram montar o acampamento para informar sobre os impactos destes produtos e pressionar o presidente mexicano Enrique Peña Nieto.

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