Movimentos discutem impactos da Copa em Belo Horizonte


(foto: reprodução)

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Entre os dias 1º e 3 de maio, Belo Horizonte recebe o Primeiro “Encontro dos Atingidos – quem perde com os megaeventos e megaempreendimentos” e o III Encontro Nacional dos e das Ambulantes. Com a proximidade da Copa do Mundo, participantes das 12 cidades-sede discutem os impactos e as estratégias de atuação para o Mundial.

Organizado pela Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa (ANCOP), o Primeiro Encontro dos Atingidos conta com a presença de cerca de 600 moradores das comunidades ameaçadas de remoção pelas obras da Copa, Olimpíadas e Megaprojetos. Durante os três dias, a ANCOP pretende avançar na organização popular por meio da troca de experiências, traçar estratégias de luta em comum, elaborar documentos de denúncia e um plano de reparações que deve ser entregue aos governos, justiça e poder legislativo.

Já o Encontro dos Ambulantes, realizado pela Comissão Nacional de Ambulantes, tem como foco a situação atual dos vendedores que, por conta da Lei Geral da Copa, ditada pela FIFA e acatada pelos governos, estão proibidos de comercializar produtos nas proximidades dos estádios durante o mundial. Além disso, também serão discutidas estratégias para antes, durante e depois do megaevento esportivo.

No dia 3, a partir das 14 horas, está marcado um Ato de Encerramento nas ruas da capital mineira em defesa da cidadania, pelo fim da violência policial, contra Projetos de Lei que criminalizam movimentos sociais e manifestações populares, pelos direitos humanos e direto à cidade. O objetivo é denunciar o estado de exclusão que já se manifesta no país por conta da Copa e demais megaempreendimentos e eventos. (pulsar)

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