Movimento Camponês Popular ocupa agências bancárias para exigir moradia digna


(foto: global.org.br)

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Mais de 5 mil pessoas, entre elas mulheres, crianças e idosos, ocupam nesta quinta-feira (26) agências bancárias da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil em várias cidades. A ação, organizada pelo Movimento Camponês Popular (MCP), ocorre simultaneamente nos estados de Goiás, Bahia e Piauí.

Segundo o MCP, o motivo da ocupação é a retirada das famílias ligadas ao Movimento da meta de contratação do Programa Minha Casa Minha Vida 2. Em comunicado, a organização afirma que as famílias camponesas lutam por uma vida digna e não aceitam esperar mais tempo pela reforma, ampliação e construção de  moradias.

O Programa Nacional de Habitação Rural (PNHR), que faz parte do Minha Casa Minha Vida, é uma conquista das famílias rurais, contudo, nos últimos meses, tem sofrido ajustes do governo federal, como a redução de recursos e, consequentemente, a diminuição da meta de contratação de moradias. Com isso, as famílias que vivem nas zonas rurais ficam impossibilitadas de terem acesso ao seu direito à moradia.

O Minha Casa Minha Vida, para as áreas rurais, funciona sob regime de contratação de grupos de no mínimo quatro e no máximo 50 famílias, organizadas por uma entidade sem fins lucrativos ou pelo Poder Público, que apresenta a proposta à Caixa Econômica para análise.

O MCP afirma que é um dos melhores programas de  moradia do país, tornando-se referência internacional, inclusive para a Organização das Nações Unidas (ONU). Para o Movimento, moradia não é apenas a casa, mas um conjunto de infraestruturas como: energia, abastecimento de água, saneamento básico, tratamento de lixo e produção de alimentos saudáveis. (pulsar/adital)

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