Morte de menino boliviano traz à tona debate sobre situação de imigrantes sul-americanos no país


Bolivianos trabalham até 17 horas por dia em indústria têxtil no Brasil (foto: negrosnegrascristaos)

Bolivianos trabalham até 17 horas por dia em indústria têxtil no Brasil (foto: negrosnegrascristaos)

O assassinato do menino boliviano Brayan Yanarico Capcha, de 5 anos, expôs mais uma vez a situação de segregação social e violações de direitos enfrentadas pelos imigrantes sul-americanos no Brasil.

Para discutir medidas de proteção aos estrangeiros que residem no país, a ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário, convocou uma reunião extraordinária para hoje (2).

O debate ganhou força depois Brayan foi morto no dia 28 de junho durante um assalto na região de São Mateus, na zona leste da capital paulista. Os assaltantes entraram na casa da família que haviam chegado ao Brasil há poucos meses para trabalhar na indústria têxtil. A mãe do garoto relatou que o menino foi morto em seu colo porque chorava.

O encontro vai reunir integrantes da Comissão para Erradicação do Trabalho Escravo (Conatrae) e do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CDDPH). Além de analisar medidas que garantam os direitos dos estrangeiros, o grupo também debaterá o acordo de direito à residência em vigor no Mercosul.

Esse acordo fixa uma série de medidas de proteção para os imigrantes legais no Brasil. No texto, é mencionada a igualdade de direitos civis e de reunião familiar, assim como os benefícios previdenciários.

Em entrevista à Agência Brasil, a ministra Maria do Rosário afirmou a necessidade de fornecer aos imigrantes “uma vida melhor com proteção máxima, inclusive direitos trabalhistas e cidadania plena”. (pulsar/np)

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