Moradores de Londrina criticam Companhia Paranaense de Energia


Críticas contra a Copel

Críticas contra a Copel

Moradores do bairro Jardim Presidente, na cidade de Londrina, Paraná, criticam a construção de uma rede de alta tensão em área residencial pela Companhia Paranaense de Energia (Copel). A política da companhia pública de energia coleciona ainda mais reclamações, como as dos atingidos pelas barragens da Usina Hidrelétrica Baixo Iguaçu, na região oeste do estado.

Desde junho de 2013 a Copel constrói a Subestação Jardim Canadá e suas Linhas de Transmissão de alta tensão, que passam por áreas residenciais do bairro Jardim Presidente. A obra está localizada a menos de 50 metros de uma faculdade, ao lado de um bar e em frente ao Lago Igapó lll, um ponto turístico movimentado. O objetivo da construção é conectar outras duas subestações, do Jardim Igapó e do Jardim Bandeirantes.

No último dia 20 de novembro, cerca de 200 pessoas protestaram em frente à sede da Copel em Curitiba. O objetivo do protesto era a garantia do direito de mil famílias atingidas pelo projeto da Usina Hidrelétrica Baixo Iguaçu. De acordo com agricultores e ribeirinhos não há uma política de reassentamento. Uma das reivindicações conquistadas pelo protesto foi a participação da Copel nas negociações sobre a situação dos atingidos. A companhia detém 30% de participação no empreendimento.

Em todas as reclamações há um ponto em comum, a falta de diálogo com a comunidade. Rodrigo Zancanaro, militante do Movimento dos Atingidos por Barragens da região sudoeste do Paraná, afirma que a Copel não cumpre o papel de empresa pública, mas sim de uma empresa com gestão voltada para os interesses de mercado. A companhia ainda é alvo de crítica dos sindicatos devido ao grave risco ambiental dos leilões de gás de xisto no Paraná. (pulsar/brasil de fato)

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