Mobilização da classe operária durante a construção dos estádios da Copa trouxe reajuste acima da inflação


(foto:reprodução)

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Estudo elaborado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) para a Federação Internacional de Trabalhadores da Construção e da Madereira (ICM) constatou um aumento acima da inflação para os operários da construção civil que trabalham em obras dos estádios da Copa do Mundo.

Segundo a pesquisa, os reajustes acima da inflação variaram de 0,78 ponto a 7,35 pontos percentuais entre 2009 e 2013. Para o coordenador de Relações Sindicais do Dieese, José Silvestre, os números são resultados da organização dos funcionários nos locais de trabalho. As greves por melhores condições de trabalho, alojamento e salários foram fundamentais, segundo Silvestre, para os benefícios e ganhos econômicos da categoria.

De acordo com o Dieese, de 2011 a 2013 ocorreram 26 greves da categoria, o que significa que em todos os estádios, pelo menos por algum momento, houve a suspensão das atividades. Como resultado, os trabalhadores também garantiram em convenção coletiva ganhos como hora extra e adicional noturno com percentuais acima do que prevê a legislação.

O estudo acompanhou acordos coletivos realizados pelos sindicatos da construção pesada nas doze cidades-sede da Copa (Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo). A previsão é que a pesquisa completa fique pronta antes do início da competição, marcado para 12 de junho. (pulsar/rba)

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