Mesmo sendo maioria da população, negros e pardos ainda são sub-representados no cinema nacional


(foto: reprodução)

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Mesmo sendo a maioria da população brasileira, os negros ainda não são devidamente representados nos filmes nacionais. De acordo com uma pesquisa realizada pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), entre as produções cinematográficas de maior bilheteria entre os anos de 2002 e 2012, a grande maioria dos atores e atrizes são brancos, o correspondente a 80 por cento, enquanto os negros e pardos são apenas 20 por cento.

Intitulado “A Cara do Cinema Nacional”, o estudo demonstrou que a desigualdade é ainda maior quando se faz o recorte de gênero. As mulheres negras e pardas ocuparam apenas quatro por cento dos papéis de destaque.

E não é somente diante das câmeras que acontece a invisibilidade dos negros. No trabalho de direção e roteiro esta população também é reduzida. No período avaliado, somente dois por cento dos filmes de maior bilheteria brasileiros foram dirigidos por negros ou pardos, e os roteiristas totalizam quatro por cento.

Segundo Gabriela Moratelli, uma das pesquisadoras, o cinema reproduz hierarquias sociais e contribui para difundir estereótipos. Ela defende leis mais rígidas para democratizar a produção audiovisual no país. (pulsar/brasil de fato)

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