Mecanização do corte de cana aumenta desemprego e jornada exaustiva


 

(foto: Joel Silva)

(foto: Joel Silva)

Segundo pesquisa publicada pelo Instituto Observatório Social e lançada oficialmente nesta terça-feira (1º), apesar de o uso de máquinas no corte da cana-de-açúcar ter diminuído o desgaste físico dos trabalhadores rurais, aumentou o desemprego. Além disso, problemas como lesões por esforços repetitivos, discriminação das mulheres, baixos salários e alta rotatividade não foram reduzidos.

De acordo com a pesquisa, a inserção de máquinas na colheita da cana diminuiu os casos de trabalho escravo e em condições degradantes, assim como os problemas ambientais decorrentes das queimadas, mas tornou a jornada de trabalho mais intensa. Devido à baixa remuneração, que é calculada por tonelada cortada, os trabalhadores dificilmente fazem paradas durante o dia, mesmo para o horário de almoço ou para usar o banheiro e beber água.

A pesquisa analisou duas unidades da empresa holandesa Raízen nos municípios paulistas de Ibaté e Ipaussu. Em Ibaté foram ouvidos 17 homens e sete mulheres que trabalham no corte manual, e nove homens no corte mecanizado. Já em Ipaussu, foram entrevistados 14 homens do corte com máquinas. No município não foi encontrado corte manual. Além disso, foram ouvidos um representante da Raízen e membros de quatro associações trabalhistas do setor. (pulsar/rba)

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