Massacre de Eldorado dos Carajás completa 19 anos e culpados permanecem na impunidade


(charge: Latuff)

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Há exatos 19 anos, aconteceu o massacre de Eldorado dos Carajás no Pará, quando 21 trabalhadores sem-terra foram mortos. O episódio ocorreu durante a marcha de  mil e 500 camponeses na BR-155 em protesto contra a demora na desapropriação de terras.  Naquele dia, a Polícia Militar do Estado, enviada para desobstruir a rodovia, promoveu um massacre contra camponeses do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

Sob o comando do coronel Mario Colares Pantoja e do major José Maria Pereira de Oliveira, os 155 policiais envolvidos abriram fogo contra os sem terra. Entre os 21 mortos, alguns apresentavam marcas de pólvora em volta dos furos das balas, indicando tiros à queima roupa. Outros foram mutilados com facões e foices. Ao todo, 69 pessoas ficaram feridas.

Os responsáveis políticos na época, o então governador Almir Gabriel, que ordenou a desobstrução da rodovia, e o secretário de Segurança Pública, Paulo Câmara, que autorizou o uso da força policial, nunca foram processados. Dos 144 policiais levados ao banco dos réus, apenas dois foram condenados, e ainda aguardam o julgamento de um recurso em liberdade.

Dos mutilados, poucos receberam seus direitos de indenização e, até hoje, 19 anos depois, muitos nem recebem a pensão paga no valor de 346 reais mensais pelo Estado.

Nesta sexta-feira (17), ações e mobilizações em todo o país lembram as mortes e a impunidade diante do Massacre de Carajás. (pulsar/página do mst)

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