Marcha Mundial do Clima entrega pauta no Congresso contra emissão de gases


No Brasil, Marcha defende aumentar meta de redução dos gases de efeito estufa, substituição do modo de produção de energia e fortalecimento da agroecologia (foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

No Brasil, Marcha defende aumentar meta de redução dos gases de efeito estufa, substituição do modo de produção de energia e fortalecimento da agroecologia (foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Aproximadamente 600 pessoas caminharam na última quarta-feira (9), em Brasília, pela Sexta Marcha Mundial do Clima, realizada simultaneamente em 100 países com o objetivo de chamar a atenção sobre “a grave ameaça que representam as mudanças climáticas” e pressionar os governantes. Segundo o professor Roberto Ferdinand, um dos coordenadores da marcha, o movimento possui três pautas globais.

A primeira é a democratização das informações sobre o clima. Para o professor, a sociedade brasileira não tem a menor ideia do meio ambiente e não sabe nada sobre mudanças climáticas, pois não há informação.

A segunda é a redução da emissão de gases por parte dos Estados unidos, China, demais países ricos e grandes emissores que, segundo o pesquisador, é criminosa. Ele afirma que cada um desses países emite 25 por cento dos gases para o efeito estufa do mundo.

O terceiro ponto é a necessidade de pressionar os parlamentos dos países para criar legislações eficazes. Roberto Ferdinand lembra que a ONU (Organização das Nações Unidas) deu até 2020 para os países cortarem 50 por cento das emissões dos gases de efeito estufa do planeta. Segundo ele, há dinheiro e há tecnologia, o que não há é vontade política.

O ato ocorre na mesma semana da Conferência das Nações Unidas sobre o Clima (COP 22), no Marrocos, onde líderes de 190 países estão reunidos para discutir medidas que mantenham o aumento da temperatura do aquecimento global abaixo de 1,5 graus Celsius. (pulsar/rba)

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