Marcha da Maconha ocorre no Rio de Janeiro neste sábado


(foto: outras palavras)

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Neste sábado (10) ocorrerá a Marcha da Maconha no Rio de Janeiro. O movimento tem o objetivo de fomentar o debate acerca da descriminalização das drogas colocando em pauta a atual política de combate a entorpecentes utilizada pelo governo. Nesta edição, o encontro pretende reunir cerca de 15 mil participantes na orla de Ipanema, na zona sul da cidade.

O vereador e organizador da Marcha da Maconha no Rio, Renato Cinco (PSOL), afirma que a proibição da maconha acaba provocando efeitos sociais muito mais danosos do que a legalização. Segundo Renato, o mecanismo utilizado para combater às drogas atualmente no Brasil, acaba gerando mais violência do Estado contra  populações de baixa renda, favorece grupos armados que promovem o tráfico e estimula a corrupção. O vereador acredita que a estratégia utilizada pelo Estado para lidar com os entorpecentes deve ser revista.

Outros países já começaram a colocar em prática a legalização da maconha como principal forma de enfraquecer o tráfico de drogas. No ano passado, o Uruguai tornou-se o primeiro país do mundo a legalizar a produção, a distribuição e a venda da maconha sob o controle do Estado. Segundo o governo, o objetivo da lei é tirar poder do narcotráfico e reduzir a dependência dos uruguaios de drogas mais pesadas.

No Brasil, o debate sobre a legalização da maconha tem demonstrado avanço. No Congresso, somente neste ano, dois projetos de lei, um de autoria de deputado Jean Wyllys (PSOL – RJ) e outro do deputado Eurico Júnior (PV – RJ), tramitam na casa em defesa da descriminalização da erva. No entanto, Renato Cinco observa que a trajetória para a legalização da maconha ainda será longa. De acordo com o vereador, as pautas libertárias como o aborto e a descriminalização da cannabis enfrentam forte resistência da bancada conservadora do Congresso, que acaba sendo a maioria da casa.

A Marcha da Maconha deste sábado (10) pretende chamar a atenção principalmente para o debate do uso medicinal da erva. Neste ano, a passeata terá uma ala especial destinada a  pais que lutam na justiça pelo direito dos filhos com doenças graves de terem acesso à planta Cannabis Sativa como parte do tratamento terapêutico. A concentração do movimento está marcada para às duas e vinte da tarde, no Jardim de Alah, no Leblon. (pulsar)

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