Manifestantes se reúnem em São Paulo pela ‘descomemoração’ dos 50 anos da Rede Globo


(foto: rba)

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Em São Paulo, ato contra a comemoração dos 50 anos da Rede Globo reúne cerca de 400 pessoas. O protesto relembrou o apoio da emissora ao Golpe de 64, a manipulação durante as eleições presidenciais de 89 e a criminalização frequente dos movimentos sociais.

Segundo o representante do Coletivo Intervozes, Pedro Ekman, a acusação mais grave que envolve a Rede Globo é o fato da empresa ser um monopólio de comunicação. De acordo com Ekman, as organizações Globo possuem cerca de 70 por cento do mercado, o que é proibido na Constituição Federal.

Outra acusação feita durante o ato contra a emissora foi a respeito da criminalização de diversos movimentos sociais.  A integrante da coordenação nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto, Jussara Basso, lembrou que os movimentos sociais são tratados como ‘vândalos’ e os discursos das organizações são manipulados nas coberturas jornalísticas.

O ato seguiu para a entrada principal da Rede Globo, onde os manifestantes picharam o muro com mensagens como ‘Assassina’, ‘Globo Mente e ‘Globo Golpista’. Ainda durante o protesto, quatro balões com tintas vermelhas foram arremessados contra o muro da emissora. A manifestação terminou com  a exibição do vídeo do direito de resposta que o ex-governador do Rio de Janeiro, Leonel Brizola, conseguiu na Justiça e que foi lido ao vivo, na Globo, por Cid Moreira. (pulsar/rba)

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