Manifestação contra a Copa em São Paulo é marcada por truculência policial


(foto: Mariana Topfstedt)

(foto: Mariana Topfstedt)

Manifestação organizada pelo movimento Território Livre contra a Copa do Mundo prevista para a manhã de hoje (12), na zona leste de São Paulo, foi dissolvida antes mesmo de começar, pela ação violenta da Polícia Militar (PM).

De acordo com a Rede Brasil Atual (RBA), às nove e meia da manhã  um grande número de soldados concentravam-se na estação Carrão do metrô,  uma formação de três linhas de soldados do Batalhão de Choque do lado de fora, dava apoio com escudos, armas e bombas de gás lacrimogêneo.

Poucas pessoas responderam à convocação do Território Livre e não tiveram tempo sequer de começar sua manifestação. Após um bate-boca com o comando da operação militar, foi lançado o primeiro ataque, às dez e quinze, com bombas de gás sendo lançadas contra o grupo, que tinha cerca de cinquenta pessoas.

Novamente reunidos, os manifestantes passaram a gritar palavras de ordem. “Não acabou, tem de acabar, eu quero o fim da Polícia Militar”. A reação veio por volta das dez e meia, em nova investida, que acabou ferindo uma jornalista da rede americana de TV CNN, ferida no pulso por um estilhaço de bomba.

Às dez e quarenta foi a vez de a PM paulista agredir a imprensa presente. Mirando diretamente contra os profissionais que cobriam a tentativa de manifestação – direito garantido pela Constituição –, os soldados lançaram diversas bombas e acumularam violações.

Questionado pela Rede Brasil Atual sobre a agressão à imprensa, um soldado (sem identificação aparente) mostrou com que disposição foram orientados a lidar com as manifestações como a que havia sido planejada pelo Território Livre. “Não viesse aqui, ué. Você sabia que ia ter bomba. Imprensa ridícula.” (pulsar/rba)

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