Mais da metade da população global não está coberta por nenhum tipo de proteção social


(foto: UNICEF/Ohanesian)

(foto: UNICEF/Ohanesian)

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) lançou na última quarta-feira (29) um relatório que afirma que apesar do progresso significativo na extensão da proteção social em muitas partes do mundo, esse direito ainda não é uma realidade para a maioria da população.

Segundo o documento, quatro bilhões de pessoas, o equivalente a cerca de 53 por cento da população global, não está protegida por nenhum tipo de benefício social como, por exemplo, apoio a crianças, à maternidade, benefícios em caso de invalidez ou desemprego, apoio ao idoso, aposentadoria por velhice ou apoio em situação de pobreza.

De acordo com o diretor do escritório da OIT, Vinícius Pinheiro, no continente africano, 82 por cento da população não está coberta por nenhum tipo de benefício. Nas Américas, a cobertura da proteção social é de 33 por cento.

Com relação aos países de língua portuguesa, Portugal é o mais avançado, com proteção social de 90,2 por cento. Em segundo lugar vem o Brasil, com 60 por cento da população protegida. Segundo Pinheiro, não há informações sobre os demais países lusófonos.

O chefe da OIT em Nova Iorque destacou a importância da cobertura universal, de benefícios adequados e sistemas sustentáveis ao longo do tempo. Ele ressaltou ainda que “cortar proteção social em épocas de crise não é uma boa política econômica”, destacando que o relatório é “bastante enfático sobre a necessidade de preservar ou mesmo ampliar despesas e cobertura da proteção social particularmente em épocas de crise”. (pulsar/onu)

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