Lula, sobre procuradores: ‘Que Deus poupe suas almas de tanto ódio, rancor e soberba’


(Foto: Ricardo Stuckert)

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva divulgou mensagem nesta terça-feira (27) em que manifesta “extrema indignação” com o teor dos diálogos entre procuradores da Lava Jato a respeito das mortes de Mariza Letícia, de seu neto Arthur e de seu irmão Vavá. Os diálogos, obtidos pelo The Intercept Brasil de publicados pela Folha de S. Paulo, revelam desdém, desprezo, ódio e total falta de humanidade por parte dos integrantes do Ministério Público que produziram as acusações, “sem crime e sem provas”, como enfatiza Lula, que o levaram à prisão e a ficar fora da eleição de 2018.

“Há muito tempo venho dizendo que fui condenado por causa do governo que fiz e não por ter cometido um crime sequer. Tenho claro que Moro, Deltan e os procuradores agiram com objetivo político, pois me condenaram sem culpa e sem prova, sabendo que eu era inocente. Mas não imaginava que o ódio que nutriam contra mim chegasse a esse ponto“, diz a mensagem do ex-presidente.

O sentimento de ódio presente nos diálogos levou os advogados de defesa de Lula da Silva a apresentar hoje petição ao Supremo Tribunal Federal (STF), em que reforçam o pedido de habeas corpus para a libertação do ex-presidente, preso há mais de 500 dias na sede da Polícia Federal em Curitiba, em um processo marcado por ilegalidades. As informações são da coluna da jornalista Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo.

E atuar em pleno exercício de ódio contra, afirma a defesa, não se coaduna com a postura de isenção e imparcialidade que deveria marcar sua atuação. “Referidas mensagens mostram, em verdade, que a atuação dos procuradores da República em questão sempre foi norteada por ódio e desapreço pessoal pelo paciente e pelos seus familiares”, afirmou o advogado Cristiano Zanin.(pulsar/rba)

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