Líder indígena é baleado em Miranda, Mato Grosso do Sul


(foto: combate ao racismo ambiental)

(foto: combate ao racismo ambiental)

Um dos líderes do grupo de índios terenas que reivindicam a demarcação da Terra Indígena Pillad Rebuá foi baleado na madrugada de hoje (19), em Miranda, a cerca de 200 quilômetros da capital de Mato Grosso do Sul, Campo Grande.

Paulino da Silva Terena, de 31 anos, estava saindo de casa, no Acampamento Moreira, por volta das quatro e meia da manhã, quando percebeu a aproximação de pessoas estranhas. Outros índios ouviram gritos e chamaram reforços. Segundo Edno Terena, um dos primeiros a chegar à casa de Paulino, os agressores ao perceberem a chegada dos índios, se esconderam e começaram a disparar. Um dos tiros acertou a perna direita do líder terena. Outros dois projéteis atingiram o carro de Paulino.

De acordo com o delegado de Miranda, Luís Alberto Ojeda, foi registrado um boletim de ocorrência por tentativa de homicídio. “Estamos procurando esclarecer as circunstâncias do episódio”. Segundo a Agência Brasil,  a Fundação Nacional do Índio (Funai) ainda está apurando a ocorrência.

O processo de demarcação da Terra Indígena Pillad Rebuá se arrasta há mais de um século. O primeiro registro de reconhecimento, pelo Estado, de que os mais de dez mil hectares reivindicados se trata de território tradicional terena datam de 1904.

O processo de identificação da área sempre foi questionado por produtores rurais que alegam ter recebido a titularidade da área do próprio Estado. Ainda assim, um processo de demarcação foi iniciado em 1950, mas não concluído devido a processos judiciais. Cansados de esperar por uma definição, um grupo de terenas ocupou, no final do ano passado, parte da área. Só no Acampamento Moreira existem cerca de 100 famílias vivendo em uma área de aproximadamente 12 hectares. (pulsar)

*Com informações da Agência Brasil

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