Lewandowski define rito para o julgamento final do Impeachment


Dilma Rousseff (foto: reprodução)

Dilma Rousseff (foto: reprodução)

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, definirá nesta quarta-feira (17) como será o roteiro do julgamento final da presidenta afastada Dilma Rousseff, marcado para começar no próximo dia 25, às nove horas da manhã, no plenário do Senado.

Entre os pontos que precisam ser esclarecidos está, por exemplo, o tempo que cada senador terá para falar e apresentar questões de ordem. Também precisa ser acertado quanto tempo terão as três testemunhas indicadas pela acusação e as seis de defesa.

Lewandowski terá que definir ainda o tempo que vai durar cada dia do julgamento, além dos intervalos e se serão convocadas sessões no fim de semana, como defendem aliados do presidente interino Michel Temer. Ainda na fase de pronúncia, questionado pelo presidente da Comissão Especial do Impeachment, senador Raimundo Lira (PMDB-PB), o ministro já tinha adiantado que não pretende marcar sessões no fim de semana.

Na manhã desta quarta-feira (17), Dilma confirmou para a Folha de São Paulo que irá pessoalmente ao Senado fazer a sua defesa. Questionada se não temia atitudes agressiva de alguns senadores, a presidenta afastada afirmou que ‘já aguentou tensões bem maiores na vida e que será um exercício de democracia’.

Para afastar definitivamente Dilma Rousseff do mandato, serão necessários desta vez dois terços dos votos, ou seja, o apoio de, no mínimo, 54 dos 81 senadores. Se esse cenário se confirmar, o presidente interino assume definitivamente o cargo e a petista também fica inelegível por oito anos. Se o mínimo necessário para o impeachment não for alcançado, ela retoma o mandato, e o processo no Senado é arquivado. (pulsar/revista fórum)

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