Lavagem do Bonfim é marcada por protesto das baianas


Baianas protestam na Lavagem do Bonfim (foto: reprodução internet)

Baianas protestam durante a Lavagem do Bonfim (foto: reprodução internet)

Na última quinta-feira (16), a Lavagem do Bonfim foi marcada por protestos das baianas de acarajé contra a Federação Internacional de Futebol (Fifa). A festa, declarada patrimônio imaterial do Brasil nesta semana, ainda teve uma mudança. Desta vez, os católicos se colocaram a frente na saída do cortejo, quebrando a tradição.

Desde 2013, a mobilização das baianas evitou a proibição da venda de acarajé durante os jogos da Copa no estádio Fonte Nova. Porém, elas precisaram se adequar às regras do novo ordenamento da orla. Por uma decisão judicial, as baianas não podem mais trabalhar na areia da praia, onde durante décadas produziram o acarajé.

A polêmica surgiu em outubro de 2012, quando a Fifa anunciou a proibição da venda acarajé dentro e no entorno do novo estádio reformado para a Copa de 2014. A entidade se baseia nas regras incorporadas à Lei Geral da Copa. De acordo com a Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa, o texto fere os direitos dos consumidores, ao trabalho, o de ir e vir, dentre outros. A norma exige que a comercialização de alimentos nos estádios e arredores seja feita apenas pela empresa vencedora de uma licitação da Fifa. (pulsar)

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