Lava Jato avança e chega à estatal Eletronuclear


Othon Luiz Pinheiro da Silva (foto: reprodução)

A 16ª fase da Operação Lava Jato, realizada nesta terça-feira (28) pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal, chegou à Eletronuclear, estatal subsidiária da Eletrobras responsável por energia nuclear e pelas usinas brasileiras em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro.

O principal alvo da operação, nomeada Radioatividade, foi o vice-almirante da Marinha Othon Luiz Pinheiro da Silva, presidente licenciado da Eletronuclear, preso em casa pela manhã. Além dele, mais duas pessoas foram presas temporariamente, entre elas Flávio David Barra, executivo da Andrade Gutierrez.

Silva se afastou do cargo em 29 de abril, após ser citado na Lava Jato por possíveis irregularidades em contratos para a construção da usina nuclear Angra 3. Desde então, o diretor de operação da empresa, Pedro Figueiredo, assumiu interinamente a presidência.

De acordo com a Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal, a investigação apura irregularidades em contratos firmados entre várias das empresas citadas na Lava Jato com a Eletronuclear. Silva é acusado de ter recebido quatro milhões e 500 mil reais em propina apenas em contratos firmados entre a estatal e as empreiteiras Engevix e Andrade Gutierrez entre 2009 e 2014.

Além disso, Silva participaria de um esquema que funcionava de forma similar ao que atingiu a Petrobras, por meio de licitações combinadas. A investigação se baseou na delação premiada de Dalton Avancini, ex-presidente da Camargo Corrêa e um dos primeiros empreiteiros condenados na Lava Jato, e teria sido confirmada pelo Ministério Público Federal e pela Polícia Federal. (pulsar/carta capital)

Faça um comentário

+ 61 = 64