Justiça de São Paulo condena aliciadores de mulheres paraguaias


Trabalho escravo ainda é uma realidade no interior de São Paulo (foto: pixabay)

Trabalho escravo ainda é uma realidade no interior de São Paulo (foto: pixabay)

Duas pessoas foram condenadas em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, por submeterem sete mulheres paraguaias a condições semelhantes à escravidão em uma chácara, em 2014, além de outros crimes.

Rosa Maria Pontes Martins e Vinícius Pontes Martins foram denunciados pelo Ministério Público Federal do município e condenados pelo juiz Augusto Marinez Perez, da quarta Vara Federal de Ribeirão Preto.

Por serem réus primários, a pena de quatro anos de prisão foi substituída por prestação de serviços comunitários e doação de cestas básicas pelo mesmo período.

Os réus aliciavam as vítimas paraguaias, enganando elas ao falarem que fariam trabalhos domésticos quando na realidade as exploravam como prostitutas. Elas repartiam metade do que ganhavam com os aliciadores, o que gerou dívidas que associadas ao medo e à distância da sua terra natal, impediam que elas partissem do local.

Segundo o juiz federal Augusto Martinez Perez, autor da sentença, apesar do local apresentar as condições salubres e a as mulheres paraguaias terem liberdade para se deslocarem pelos arredores, a situação se caracterizou como trabalho em condições análogas à escravidão em função das vítimas não terem condições de escapar pelo desconhecimento do local onde se encontravam e pela ausência de recursos para o transporte. (pulsar)

*Informação da Radioagência Nacional

Faça um comentário

33 − 30 =