Juristas defendem candidatura de Lula e condenam métodos da Lava Jato


Encontro foi realizado no início da semana em que sentença de Moro contra Lula passa pelo crivo da segunda instância (reprodução)

Encontro foi realizado no início da semana em que sentença de Moro contra Lula passa pelo crivo da segunda instância
(reprodução)

Juristas e intelectuais encerraram a agenda de atos em defesa da democracia em Porto Alegre na última segunda-feira (22). O ato contou com a presença de advogados e professores de diversas áreas do Direito e de outras ciências no auditório da Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Instituições Financeiras do Rio Grande do Sul (Fetrafi-RS).

A advogada e professora de Direito Penal da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Vanessa Chiari Gonçalves, destacou que não há base probatória, de acordo com a leitura da fundamentação do magistrado, para a condenação de Lula. Segundo ela, onde não há provas, não pode haver certeza jurídica.

Durante o evento, foram lançados dois livros sobre o tema: Enciclopédia do Golpe, que apresenta verbetes de diferentes juristas sobre a ruptura democrática no Brasil, e Falácias de Moro, de Euclídes Mance, obra na qual o filósofo apresenta falhas lógicas presentes na sentença do juiz.

No início do ato, foram realizadas leituras de intelectuais que não puderam comparecer, como o diplomata Paulo Sérgio Pinheiro e do escritor laureado com o Prêmio Camões Raduan Nassar. “Os desembargadores do TRF 4, se confirmarem a injusta condenação de Lula pela Lava Jato, terão de se justificar com a História. Serão execrados”, disse Nassar. “O julgamento de Porto Alegre tem como objetivo promover a derrubada da candidatura de Lula. Todo o processo tem motivação política”, disse Pinheiro.

Por sua vez, o ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Marcello Lavenère afirmou que “a cada agressão aparecem mais companheiros e companheiras para defender nossa história”, ao citar a presença de mais de 50 mil pessoas durante o depoimento de Lula diante de Moro em Curitiba no fim do ano passado. “Apoiamos instituições republicanas que sirvam ao país e não a golpistas que têm suas cabeças fora do país”, disse.

O jurista afirmou que o combate a corrupção deve respeitar a lei. Lavenère  completou afirmando que é preciso um Ministério Público na legalidade e não promotores midiáticos que fazem power points de suas convicções que superem as fraudes. (pulsar/rba)

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