Julho Negro denuncia violação de direitos causada por política de Segurança Pública do estado do Rio de Janeiro


Evento Julho Negro denuncia genocídio da população da periferia (foto: divulgação)

Evento Julho Negro denuncia genocídio da população da periferia (foto: divulgação)

Por que o Brasil investe mais em militarização da polícia do que Saúde e Educação? Por que a população negra é a que mais morre durante as incursões policiais? Por que a Segurança Pública é sinônimo de mortes para os moradores das favelas cariocas? Todas essas perguntas permanecem sem resposta para os dezessete movimentos que organizam e participam da segunda edição do Julho Negro no Rio de Janeiro.

A comunicadora comunitária e moradora do Conjunto de Favelas da Maré, Gizele Martins, faz parte da organização do encontro. À Pulsar Brasil, ela explica que neste ano o evento tem como principal objetivo falar sobre a política de Segurança Pública adotada no estado do Rio de Janeiro que cada vez mais militariza a Polícia e aumenta a violência na periferia.

Nesta segunda edição, o evento conta também com participações internacionais. Gizele destaca que Palestina e Haiti estão representados no Julho Negro, pois são exemplos de nações que convivem com a militarização em seus territórios. No caso do Haiti, a missão de paz comandada pelo Brasil, que após 13 anos no país caribenho e mais de 37 mil e 500 militares envolvidos na incursão,  gera controversa no povo haitiano.

As atividades do Julho Negro ocorrem até o dia 21. Na programação constam rodas de conversa sobre encarceramento, machismo; o lançamento da pesquisa “Pra Além dos Dados” do Atlas da Violência 2017, com a participação da Anistia Internacional e Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea);  atos públicos e exibição de filmes. Toda a programação é gratuita e está disponível no evento do Facebook  2° Julho Negro. (pulsar)

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