Julgamento condena mais dois pistoleiros pelo massacre de Felisburgo


(foto: agência brasil)

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O julgamento do massacre de Felisburgo, no Vale do Jequitinhonha, condenou na sexta-feira (24) mais dois acusados de participação na chacina. Os pistoleiros Francisco de Assis Rodrigues de Oliveira e Milton Francisco de Souza tiveram a pena decretada de 102 anos e seis meses de prisão pelos crimes de homicídio e incêndio durante a invasão do acampamento Terra Prometida.

Durante a sessão que ocorreu no 2° Tribunal do Júri do Fórum Lafayette, em Belo Horizonte, três testemunhas de defesa, além dos réus, foram ouvidas pelo juiz Glauco Eduardo Soares Fernandes. No entanto, o promotor do caso, Christiano Leonardo Gonzaga Gomes, apontou que vários depoimentos confirmam a presença dos dois réus entre os indivíduos que invadiram o acampamento.

Para o Movimento Sem Terra (MST), a condenação de mais dois réus do massacre traz um sentimento de justiça para os militantes da região. Porém, o movimento ressalta que  como todos os réus continuam em liberdade, a ameaça contra os trabalhadores  acampados é constante.

Em outubro do ano passado, o mandante do massacre e réu confesso, o fazendeiro Adriano Chafik Luedy, foi condenado a 115 anos de prisão. Chafik foi considerado culpado por ser o mandante e ter participado do ataque ao acampamento.

A chacina aconteceu em 20 de novembro de 2004 no acampamento Terra Prometida, na fazenda Nova Alegria, no município de Felisburgo. Na ocasião, cinco trabalhadores rurais foram assassinados e outras doze pessoas, entre elas uma criança, ficaram feridas. Além disso, vinte e sete casas e uma escola foram incendiadas. (pulsar/mst)

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