Indígenas venezuelanos fazem artesanato em Pacaraima como fonte de renda


Menina venezuelana recebida em Roraima: crise tem levado milhares de pessoas a cruzar a fronteira do Brasil em busca de melhores condições de vida. (foto: Antônio Cruz/Agência Brasil)

Quatrocentos e vinte e três indígenas venezuelanos, sendo a metade crianças, ocupam o abrigo Janokoida, em Pacaraima, município de Roraima na fronteira com a Venezuela. Eles vivem em redes dentro de um galpão ou em tendas das Nações Unidas. Todos são da etnia Warao e vieram ao Brasil com o agravamento da crise econômica no país vizinho.

Uma das únicas possibilidades de renda para o povo Warao é o artesanato, que faz parte da cultura da etnia. A indígena Eurismary Mariano, de 29 anos, emocionada, diz que busca uma forma de sobreviver no Brasil.

As artesãs são estimuladas a produzir peças para tentar vender na cidade. Mas como Pacaraima tem apenas 12 mil habitantes, o mercado é limitado. Muitas gostariam de ir para outros locais do país tentar viver do artesanato. Já outros indígenas têm a esperança de voltar para Venezuela.

Porém, os imigrantes ainda enfrentam dificuldades para se integrar à sociedade brasileira. O coordenador da Agência das Nações Unidas em Pacaraima, Rafael Levy, opina que é preciso construir um plano para longo prazo.

Depois dos episódios violentos do último final de semana, quando brasileiros expulsaram imigrantes acampados nas ruas, alguns indígenas decidiram regressar para Venezuela.

A coordenadora do abrigo, Socorro Maria Lopes, da Secretaria de Trabalho e Bem-Estar Social do estado de Roraima, acredita que o clima entre brasileiros e indígenas venezuelanos é positivo quando há informação.

O abrigo ainda oferece aos imigrantes indígenas atividades socioeducativas, como a prática de esportes, e aulas de português, história e higiene pessoal para as crianças.  (pulsar)

*Informação Radioagência Nacional

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