Indígenas denunciam invasão e ameaças de mineradores ilegais no Pará


(foto: APIB)

De acordo com denúncias de representantes de povos da etnia Assurini, as terras indígenas Ituna/Itata e Koatinemo, localizadas na região do Médio Xingu, no estado do Pará, estão sendo invadidas por agentes da mineração ilegal que vêm ameaçado povos isolados da região. Ao menos cinco invasores foram capturados na área, segundo representantes.

Uma equipe do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) foi deslocada para apurar as denúncias que, segundo a assessoria do órgão, vêm crescendo nos últimos meses nesta região do Médio Xingu, circundada pela hidrelétrica Belo Monte e pelos interesses de mineradoras, madeireiros e fazendeiros. Os Assurini temem que com o avanço dos mineradores ilegais, os povos isolados sejam exterminados, já que segundo a etnia, há vítimas, mas ainda não se sabe o número delas com precisão.

A preocupação quanto ao futuro dos povos indígenas, que sofrem a intensificação de ameaças, levou ao desenvolvimento de uma campanha em busca de apoio jurídico e financeiro à causa indígena Nambikwara.

Em maio de 2018, 19 lideranças da etnia foram presas por fechar uma estrada da região, localizada no noroeste de Mato Grosso, em protesto contra a falta de verbas para as áreas de saúde, educação e proteção de reservas indígenas que não estavam sendo repassadas pelo poder público local.

Hoje, os indígenas estão cumprindo pena em regime domiciliar.

“Eles não foram ouvidos e, simplesmente, foi construído um processo contra eles para ceifar as lideranças e impedir a reivindicação desses líderes”, explica o antropólogo e ex-professor da universidade Sorbonne Paris, Marcelo Fortaleza Flores, articulador da campanha.

Interessados pela campanha à causa dos Nambikwara podem entrar em contato com o articulador pelo Facebook, ou por email: marcelofortalezaflores@gmail.com. (pulsar/rba)

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