Imprensa e ditadura: censura, torturas e jogo de interesses


Série de reportagens sobre o Golpe de 64 (arte: pulsar brasil)

Série de reportagens sobre o Golpe de 64 (arte: pulsar brasil)

Na quarta reportagem especial sobre o Golpe de 64, a Pulsar Brasil resgata o lado da imprensa durante a ditadura e o que ainda restou nos dias de hoje. O jornalista Andrei Bastos e o radialista Orpheu Salles trazem histórias sobre a atuação dos profissionais durante o regime e todas as censuras, torturas e violências sofridas.

Orpheu foi preso logo no primeiro dia do golpe enquanto estava no ar na rádio Marconi, de São Paulo. Ao longo dos 21 anos de ditadura e principalmente nos momentos de maior repressão, redações foram invadidas, a liberdade de expressão foi duramente atacada e a censura foi estabelecida de diversas formas.

Um dos caminhos encontrados pelos jornalistas para burlar a falta de liberdade foi a imprensa clandestina, que tentava trazer à tona o que acontecia nos porões da ditadura. Contudo, a imprensa alternativa e os grandes jornais que em algum momento se opuseram e foram críticos ao governo, não chegaram aos dias de hoje, todos sofreram com a estratégia de sufocamento econômico dos militares. Para Andrei, 50 anos depois, a censura continua existindo nas redações.

A série Golpe de 64 – 50 anos depois, produzida pela Pulsar, conta com uma reportagem semanal sobre a ditadura ao longo de todo o mês de abril.

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