IBGE: apenas 10% das mulheres negras completam o ensino superior


(foto: Victória Damasceno)

(foto: Victória Damasceno)

As mulheres estudam por mais anos que os homens. Entre as pessoas de 25 a 44 anos de idade, o percentual de homens que completou a graduação é de 15,6 por cento, enquanto o de mulheres atingiu 21,5 por cento. No entanto, o porcentual de mulheres brancas com ensino superior completo é 2,3 vezes maior do que o de mulheres pretas ou pardas e é mais do que o triplo daquele encontrado para os homens pretos ou pardos. Os dados fazem parte da pesquisa “Estatísticas de gênero”, divulgada na última quarta-feira (7) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O estudo comprova, ainda, que embora as mulheres avancem mais nos estudos, elas seguem ganhando menos que os homens. As mulheres trabalham, em média, três horas por semana a mais do que os homens, combinando trabalhos remunerados, afazeres domésticos e cuidados de pessoas. Mesmo assim elas ganham, em média, 76,5 por cento do rendimento dos homens.

Segundo o IBGE, vários fatores contribuem para as diferenças entre homens e mulheres no mercado de trabalho. Por exemplo, em 2016, as mulheres dedicavam, em média, 18 horas semanais a cuidados de pessoas ou afazeres domésticos, 73 por cento a mais do que os homens. Essa diferença chegava a 80 por cento no Nordeste.

Mesmo trabalhando mais horas, a mulher segue ganhando menos. Apesar da diferença entre os rendimentos de homens e mulheres ter diminuído nos últimos anos, em 2016 elas ainda recebiam o equivalente a 76,5 por cento dos rendimentos dos homens. Uma combinação de fatores pode explicar essa diferença. Por exemplo, apenas 37,8 por cento dos cargos gerenciais eram ocupados por mulheres.

Para chegar aos dados divulgados o IBGE compilou informações de suas pesquisas e de fontes externas para elaborar as “Estatísticas de gênero: indicadores sociais das mulheres no Brasil”. Esses indicadores estão agrupados em cinco temas: estruturas econômicas, participação em atividades produtivas e acesso a recursos; educação; saúde e serviços relacionados; vida pública e tomada de decisão; e direitos humanos das mulheres e meninas. (pulsar/carta capital)

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